A principal função da ação integral é fazer com que processos
do tipo sigam, com erro nulo, um sinal de referência do tipo
salto. Entretanto, a ação integral se aplicada isoladamente
tende a piorar a estabilidade relativa do sistema. Para contrabalançar
este fato, a ação integral é em geral utilizada em conjunto com a
ação proporcional constituindo-se o controlador PI, cujo sinal de
controle é dado por:
O gráfico da figura (3.2) ilustra a
aplicação da ação integral conjuntamente com a ação proporcional.
A partir deste gráfico podemos dar uma interpretação para :
o tempo integral ou reset-time, corresponde ao tempo em
que a parcela relativa a parte proporcional da ação de controle
é duplicada.
é comumente especificado em
minutos.
Aplicando-se a transformada de Laplace tem-se a seguinte função de
transferência para o controlador PI:
Na figura (3.3) é ilustrada a influência da sintonia do
parâmetro na resposta do sistema considerando-se o mesmo
sistema simulado na página
com
constante.
Para altos valores de
, tem-se a predominância da ação
proporcional, sendo que
corresponde ao controlador
proporcional. Note que, neste caso, existe um erro em regime
permanente. A medida que diminuímos
a ação integral
começa a predominar sobre a ação proporcional e a resposta tende
a se aproximar mais rapidamente da referência, ou seja, o erro em regime
tende a ser anulado mais rapidamente. Diminuindo-se excessivamente
observa-se que a resposta começa a ficar mais oscilatória
numa tendência de instabilização. Isto justifica-se pelo fato de
que, neste caso, o zero do controlador começa a se afastar
demasiadamente do pólo na origem e o controlador tende a comportar-se
como um integrador puro.